Flamengo conquista oitavo título brasileiro ao vencer o Ceará por 1 a 0 no Maracanã

Flamengo conquista oitavo título brasileiro ao vencer o Ceará por 1 a 0 no Maracanã

O Clube de Regatas do Flamengo voltou a escrever sua história com um título que parecia distante — até que Pedro, aos 38 minutos do segundo tempo, acertou um chute de fora da área e desencadeou uma explosão de emoção no Estádio do Maracanã. Em 3 de dezembro de 2025, o Flamengo derrotou o Ceará Sporting Club por 1 a 0, garantindo seu oitavo título da Brasileirão Betano – Série A 2025Brasil. A conquista veio quatro dias após o título da Copa Libertadores da América, repetindo o feito de 2019 e selando uma temporada inesquecível para o clube carioca, comandado pelo presidente Rodolfo Landim e o técnico Paulo Sérgio.

Um título construído no equilíbrio

A temporada de 2025 foi a mais equilibrada da história recente do Brasileirão. Sete times permaneceram com chances matemáticas de serem campeões até a 36ª rodada, segundo o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Carlos Alberto Parreira. Nada como o clássico entre Flamengo e Fluminense, em 18 de outubro, para mostrar o nível da competição: 68.542 torcedores no Maracanã, o maior público da edição — e o mais eletrizante desde 2017. O jogo terminou em 2 a 2, mas foi ali que o Flamengo começou a descolar da briga. O time não foi o mais eficiente, mas foi o mais consistente. Ganhou quando precisava, empatou quando não tinha escolha e venceu os jogos decisivos.

Na 25ª rodada, em 15 de outubro, o calendário se tornou um espetáculo. Sete jogos em um único dia, incluindo o duelo entre Palmeiras e São Paulo no Allianz Parque, e o clássico entre Flamengo e Atlético Mineiro no Mineirão. O Flamengo perdeu por 1 a 0, mas não caiu na crise. Ao contrário: a derrota serviu de combustível. "Não acreditamos em milagres, mas em trabalho", disse Paulo Sérgio após o jogo contra o Ceará. "A gente sabia que, se mantivéssemos a cabeça no lugar, o título viria." E veio. Na última rodada, o time já era campeão — mas jogou como se ainda precisasse. O público lotou o Maracanã, mesmo com o título decidido. Foi um ritual. Uma homenagem.

Rebaixamento e reviravoltas

Enquanto o Flamengo comemorava, quatro clubes viviam o pesadelo. Sport Club do Recife, Clube Esportivo Juventude, América Futebol Clube (MG) e Associação Chapecoense de Futebol foram rebaixados para a Série B de 2026. O Recife, com apenas 34 pontos, encerrou a campanha com a pior defesa da competição: 63 gols sofridos. A Chapecoense, que voltou à elite em 2023 após a tragédia de 2016, não conseguiu manter o ritmo. "Foi um ano de muitas dificuldades", admitiu o técnico da Chapecoense, Cristiano Rocha. "Falta de investimento, jogadores emprestados, e uma agenda que não respeitou o nosso calendário. Não foi só má sorte. Foi sistema."

A CBF, por sua vez, mudou a forma de distribuir os R$ 1,25 bilhão em premiação. 60% foi dividido igualmente entre os 20 clubes — um passo histórico para o equilíbrio financeiro. Outros 30% foram baseados no desempenho esportivo, e 10% na presença nas redes sociais. O Flamengo, campeão, levou R$ 185 milhões. O Recife, último, recebeu R$ 38,5 milhões. "Isso não é generosidade. É sobrevivência", afirmou o diretor de competições da CBF, Manoel Flores, em janeiro. "Se o clube pequeno não tiver dinheiro, ele não sobrevive. E sem clube pequeno, o Brasileirão perde o coração." Artilharia e retorno de ídolo

Artilharia e retorno de ídolo

O artilheiro da temporada foi Deyverson Lima Silva, do Fortaleza Esporte Clube, com 22 gols — incluindo um hat-trick contra o Atlético Mineiro em 12 de novembro. Mas o nome que mais gerou emoção foi o de Neymar da Silva Santos Júnior. Após cinco anos na Europa, o camisa 10 voltou ao Santos Futebol Clube em janeiro de 2025 e marcou 19 gols em 35 jogos. No último jogo da temporada, contra o Juventude, fez três gols em uma vitória por 3 a 0. O público do Pacaembu gritou como se fosse uma final. "Neymar voltou para o Brasil, e o Brasil voltou para o Neymar", escreveu o jornalista Renato Aragão em seu blog.

O que vem aí?

O que vem aí?

Com o título, o Flamengo garante vaga direta na Copa Libertadores da América de 2026. Os seis primeiros colocados — além do campeão da Copa do Brasil — também vão. O Sociedade Esportiva Palmeiras, Cruzeiro Esporte Clube, Mirassol Futebol Clube, Fluminense Football Club e Atlético Mineiro completam a lista. Já os times entre o 7º e o 12º lugar — incluindo Corinthians, Internacional e Fortaleza — disputarão a Copa Sul-Americana de 2026.

A próxima edição já começa a ser planejada. A CBF anunciou que manterá a pausa de um mês para o Mundial de Clubes, mas pretende reduzir o número de jogos em dias de semana. "Ninguém quer ver jogos às quartas-feiras às 21h30", disse Flores. "A torcida quer ver seus times em casa, nos finais de semana. E os jogadores querem descansar."

Frequently Asked Questions

Como o Flamengo conquistou o título sem ser o líder por muito tempo?

O Flamengo não liderou a tabela por muito tempo, mas foi o mais consistente nos momentos decisivos. Ganhou 18 dos últimos 22 jogos, incluindo vitórias contra os principais rivais. A chave foi a defesa: apenas 27 gols sofridos em 38 jogos, a melhor da competição. Enquanto outros times oscilavam, o time carioca manteve a calma e venceu quando precisava, mesmo sem jogar bem.

Por que o Ceará perdeu o jogo mesmo estando em boa fase?

O Ceará vinha de uma sequência de quatro vitórias consecutivas, mas enfrentava um Flamengo com o título já decidido e a motivação máxima. O time cearense sofreu com a pressão do Maracanã e erros de marcação na defesa. O gol de Pedro foi um erro coletivo: o zagueiro perdeu a marcação e o volante não cobriu o espaço. Foi um lance isolado — mas decisivo.

Quais clubes se beneficiaram da nova distribuição de premiação da CBF?

Clubes menores como Mirassol, Chapecoense e Juventude ganharam mais do que em edições anteriores. O Mirassol, que terminou em 4º, levou R$ 82 milhões — quase o dobro do que ganhou em 2024. A nova regra, com 60% igualitário, reduziu a disparidade entre grandes e pequenos clubes. A CBF espera que isso aumente a competitividade a longo prazo.

Neymar voltou ao Santos por motivos esportivos ou financeiros?

Ambos. O contrato com o Santos era o mais lucrativo da América do Sul, com salário de R$ 22 milhões por ano — quase o dobro do que ganhava no Al Hilal. Mas o desejo de jogar no Brasil, perto da família e de sua torcida, foi decisivo. Ele mesmo disse: "Só voltaria se pudesse fazer história de novo. E isso só acontece no Santos, no Maracanã, no Pacaembu."

O que mudou no calendário da CBF em 2025?

A principal mudança foi a pausa de um mês para o Mundial de Clubes, entre 14 de junho e 13 de julho. Além disso, a CBF reduziu o número de jogos em dias de semana, mas manteve sete jogos na 25ª rodada por pressão da TV. A ideia é eliminar jogos às quartas-feiras até 2027, priorizando finais de semana. Ainda assim, a agenda permanece apertada — e os jogadores reclamam.

O Flamengo é o maior campeão brasileiro agora?

Não. O São Paulo Futebol Clube e o Sociedade Esportiva Palmeiras ainda lideram com nove títulos cada. O Flamengo, com oito, está em segundo lugar. Mas, com o atual ritmo de conquistas — e a estrutura montada —, pode ultrapassar os rivais nos próximos anos. Afinal, o time tem dinheiro, torcida e um projeto de longo prazo.

Comentários (8)


silvana silva

silvana silva

dezembro 6, 2025 AT 07:20

Essa vitória foi pura arrogância do Flamengo, não mérito. O Ceará estava jogando pra não perder e o Flamengo só ganhou porque o adversário errou. Se o título fosse justo, o Palmeiras ou o Fluminense teriam levado. Esse time não é campeão por qualidade, é por sorte e pressão psicológica.

Neynaldo Silva

Neynaldo Silva

dezembro 6, 2025 AT 09:47

mano o neymar voltando e fazendo 3 no juventude foi emocionante mesmo kkkk
o brasil tá vivendo de novo, o povo voltou a acreditar no futebol nacional
o santos tá com cara de time que vai voltar a ser grande, e isso é lindo de ver
o flamengo é campeão, mas o coração tá no neymar, sabe?
ele tá aqui, no nosso chão, jogando pelo que ama
isso aqui é mais que futebol, é identidade
se o brasil tivesse mais jogadores assim, a gente não precisava ficar sonhando com a europa
o que ele fez foi devolver a alma pro nosso futebol

Luciene Alves

Luciene Alves

dezembro 6, 2025 AT 15:32

Quem é esse tal de Paulo Sérgio pra falar em trabalho? Ele não é nem metade do técnico que o Tite foi! O Flamengo só venceu porque tem dinheiro e torcida, não porque é melhor. E ainda por cima ficam falando que é equilíbrio? O Recife e a Chapecoense foram esmagados por um sistema que só favorece os ricos! Isso não é futebol, é capitalismo com bola! O povo do Maracanã é manipulado, e o jornalismo brasileiro é cúmplice!

Feliipe Leal

Feliipe Leal

dezembro 8, 2025 AT 01:06

Se o Flamengo não liderou quase toda a temporada, então não foi o melhor. Consistência? Só se você considerar ganhar por 1 a 0 no fim contra times desmotivados. O artilheiro foi o Deyverson, não o Pedro. O título foi fraco, o campeonato foi caótico, e o Neymar voltou só porque o salário era maior. Tudo isso é marketing, não futebol de verdade.

Liliane Galley

Liliane Galley

dezembro 9, 2025 AT 14:30

É curioso como o Flamengo sempre consegue vencer nos momentos decisivos, mesmo sem jogar bem. A defesa foi impecável, e o Pedro fez o gol mais importante da temporada. Mas o que mais me chamou atenção foi o público no Maracanã mesmo com o título decidido. Isso é amor. Isso é tradição. Não é só resultado, é sentimento.

Ana Dulce Meneses

Ana Dulce Meneses

dezembro 11, 2025 AT 13:39

o sistema da CBF mudou e isso é um avanço real
os clubes pequenos agora têm chance de sobreviver
o Mirassol levou quase o dobro do ano passado e isso é histórico
o Flamengo ganhou o título mas o coração do campeonato tá nos clubes que lutam pra não cair
o futebol não é só dos grandes, é de todos que acreditam
e o Neymar voltando? isso aqui é um recomeço
o Brasil tá se encontrando de novo no futebol
sem drama, sem exagero, só verdade

Luana Oliveira

Luana Oliveira

dezembro 13, 2025 AT 04:41

Consistência tática. Defesa organizada. Pressão psicológica. Capital de marca. Distribuição de receita. Retorno de ícone. Estrutura de longo prazo. Esses são os vetores da hegemonia moderna. O Flamengo não foi o mais técnico, foi o mais alinhado ao modelo de negócio. O título é um KPI. O Maracanã, um canal de engajamento. O Pedro, um ativo de valorização. O Neymar, uma estratégia de rebranding. O CBF, um agente regulador em transição. O futebol virou um case de gestão. E o torcedor? Um consumidor de emoção.

Juliane Chiarle

Juliane Chiarle

dezembro 13, 2025 AT 20:43

Quando o Pedro chutou, o tempo parou. Não foi um gol. Foi uma catarse coletiva. Um símbolo da resistência do espírito contra a lógica do mercado. O Flamengo não venceu por força, venceu por fé. Porque o futebol, em sua essência, é o único lugar onde o impossível ainda pode acontecer. Enquanto o mundo se transforma em algoritmos e KPIs, o Maracanã continua sendo um altar. E lá, no fundo daquela rede, não estava só a bola. Estava a alma de um povo que ainda acredita em milagres. O Neymar voltou, sim. Mas o que voltou foi o sonho. O que o CBF não entende é que dinheiro não compra paixão. Só a história faz isso. E o Flamengo, hoje, é história viva.

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