Quando Carlo Ancelotti, treinador da Seleção Brasileira chegou ao Tokyo nesta segunda‑feira (13/10/2025) para a última sessão de treino antes do amistoso de terça‑feira, ele já tinha a missão de sacudir a formação. O técnico italiano anunciou oito alterações na escalação que havia jogado contra a Coreia do Sul, mantendo apenas Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Júnior. A mudança visa dar a observar a maioria dos 35 convocados até dezembro, como parte da preparação para a Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos e Canadá.
Contexto histórico da rivalidade Brasil × Japão
O amiga‑viso não é apenas mais um jogo de preparação; ele encaixa-se numa sequência de 13 encontros sem derrota do Brasil contra o Japão desde a estreia em 2 de junho de 1989, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro. Desses 13 duelos, o Confederação Brasileira de Futebol (CBF) registra 11 vitórias e duas empates, com a última vitória sendo por 1 × 0. Assim, o 14º confronto, marcado para a noite de 14/10, carrega o peso de uma série histórica que a seleção tenta manter.
Escalação oficial e mudanças táticas
De acordo com o comunicado exibido nos painéis do Estádio Ajinomoto, a provável formação será:
- Goleiro: Hugo Souza
- Lateral‑direito: Paulo Henrique
- Zagueiros: Fabrício Bruno e Lucas Beraldo
- Lateral‑esquerdo: Carlos Augusto
- Volantes: Casemiro e Bruno Guimarães
- Meio‑campo ofensivo: Lucas Paquetá
- Pontas: Luiz Henrique (direita) e Vini Júnior (esquerda)
- Atacante centro: Gabriel Martinelli
A mudança de postura de Bruno Guimarães, que deixa o papel protegido ao lado de Casemiro para atuar ao lado de Lucas Paquetá como meio‑campo central, indica a intenção de Ancelotti de testar um trio criativo mais avançado, algo que ele já vinha experimentando nas janelas internacionais de junho e setembro de 2025.
Reação da CBF e expectativas para a Copa
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, elogiou a “coragem” do técnico em mudar oito jogadores, afirmando que a competição contra o Japão será “um teste crucial de quem está pronto para a fase final da classificação”. Em entrevista ao GE Globo, Rodrigues destacou que Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Júnior foram definidos como "bolas de segurança", ou seja, pontos de referência para manter a estabilidade enquanto o restante do grupo é avaliado.
Como observação extra, o lateral‑direito Paulo Henrique comentou que a nova parceria entre Bruno Guimarães e Paquetá deve aumentar a circulação da bola na área de ataque, potencializando as infiltrações pelos flancos. "É uma mudança que nos dá mais liberdade", disse ele, com um sorriso confiante.
Implicações para a campanha da Copa do Mundo 2026
Esta partida chega numa época em que a Seleção Brasileira acumula uma sequência de 28 jogos sem derrota em todas as competições, assegurada desde setembro de 2023. O amistoso servirá como último laboratório antes dos primeiros jogos das eliminatórias sul‑americanas, programadas para março de 2026. Se a combinação centro‑avançada entre Bruno Guimarães e Paquetá mostrar sinais de sinergia, eles podem ganhar uma vaga permanente no plano tático do técnico para os confrontos decisivos.
Outra figura ausente, porém que gera burburinho, é Neymar. O craque segue em reabilitação no centro de medicina da CBF, em Rio de Janeiro, e não foi incluído no elenco. A falta dele reforça a necessidade de outros jogadores assumirem protagonismo – por isso a ênfase de Ancelotti em mudar a espinha dorsal da equipe.
Próximos passos e detalhes do amistoso
O encontro, oficialmente intitulado Amistoso Brasil × Japão 2025Estádio Ajinomoto, tem estreia prevista para as 20h (horário de Tóquio) no Ajinomoto Stadium, que comporta 49.970 torcedores. A partida será transmitida ao vivo pelos canais esportivos nacionais e por streaming, garantindo que milhões de brasileiros acompanhem o teste decisivo.
Depois do amistoso, a delegação brasileira retornará a Brasília para iniciar a preparação dos jogos classificatórios contra Bolívia e Paraguai, marcados para o próximo ano. Ancelotti já anunciou que a lista final de 23 convocados para a Copa do Mundo será divulgada em janeiro de 2026, após mais duas janelas de avaliação.
Perguntas Frequentes
Como a nova formação pode influenciar a classificação da Seleção?
Ao colocar Bruno Guimarães ao lado de Lucas Paquetá, Ancelotti busca um meio‑campo mais criativo, capaz de gerar chances de gol contra defensores bem organizados. Se a combinação funcionar, o Brasil terá mais opções ofensivas nas eliminatórias da CONMEBOL, reduzindo a dependência de um único centroavante.
Quais são as principais ausências no amistoso?
O maior ausente é Neymar, que ainda se recupera de lesão no joelho direito. Além dele, o lateral‑esquerdo Danilo e o meia-atacante Rodrygo foram preservados para evitar sobrecarga, o que abre espaço para que jogadores como Vini Júnior e Gabriel Martinelli ganhem ritmo.
Qual a importância histórica do confronto contra o Japão?
Com 13 jogos sem derrota desde 1989, o Brasil mantém uma das melhores fichas contra o Japão. O 14º duelo será a oportunidade de ampliar esse recorde e afirmar a supremacia da Seleção nas competições internacionais fora da América do Sul.
Como a torcida japonesa costuma reagir a jogos da Seleção?
A torcida japonesa é conhecida por seu apoio apaixonado e organizado. No Ajinomoto Stadium, os fãs costumam criar ondas de bandeiras e cantar hinos de ambos os países, o que cria um ambiente competitivo, mas respeitoso, propício a boas performances de ambos os lados.
Comentários (11)
Leandro Augusto
outubro 15, 2025 AT 01:27
O técnico Ancelotti ousou romper a zona de conforto da Seleção, demonstrando uma audácia que não se encontra nos relatórios complacentes da mídia esportiva. Ao substituir oito titulares, ele sinaliza que a preparação para 2026 não será um desfile de segurança, mas sim uma batalha estratégica onde cada detalhe importa. Essa decisão, embora polarizadora, pode ser o catalisador necessário para transformar o Brasil de mero favorito em verdadeiro campeão.
Jémima PRUDENT-ARNAUD
outubro 19, 2025 AT 08:07
É evidente que a maioria dos analistas superficiais não compreende a profundidade tática subjacente à escolha de Ancelotti; ele está, de fato, reescrevendo os fundamentos do futebol brasileiro ao integrar o dinamismo europeu com a criatividade latente do nosso meio‑campo. A substituição de oito jogadores não é mero capricho, mas sim um experimento calculado que, se bem sucedido, redefinirá a hierarquia dos papéis ofensivos. Portanto, quem insiste em defender o status quo demonstra ignorância deliberada.
Isa Santos
outubro 23, 2025 AT 14:47
acho q a mudança pode abrir espaço pros caras novos mostrar talento mas tb tem risco de desestabilizar o entrosamento já construído os treinos curtos não dão tempo suficiente pra corrigir erros é uma aposta que pode dar certo ou falhar dependendo da adaptação rápida dos jogadores
Willian José Dias
outubro 27, 2025 AT 21:27
É fascinante observar como a Seleção, ao adotar estratégias internacionais, incorpora elementos culturais que transcendem fronteiras, permitindo uma sinergia única, entre tradição tática brasileira e modernidade europeia; essa fusão não apenas enriquece o estilo de jogo, mas também fortalece a identidade coletiva, refletindo a diversidade e o talento que o país tem a oferecer.
Elisson Almeida
novembro 1, 2025 AT 04:07
Do ponto de vista técnico‑tático, a reconfiguração proposta por Ancelotti implica uma otimização do bloqueio defensivo e uma amplificação do eixo de transição, o que pode elevar o pacote de performance off‑ball e melhorar as métricas de expected goals (xG) contra defesas compactas.
Flávia Teixeira
novembro 5, 2025 AT 10:47
Vamos nessa, Brasil! 💪 A mudança de esquema vai dar mais liberdade pro ataque e a galera vai brilhar no Japão! 🌟🚀
Gabriela Lima
novembro 9, 2025 AT 17:27
A decisão de Carlo Ancelotti de introduzir oito alterações na formação titular do Brasil representa, sem sombra de dúvida, um ponto de inflexão na trajetória da equipe rumo à Copa do Mundo de 2026. Não se trata de um mero ajuste circunstancial, mas sim de uma estratégia deliberada que visa ampliar o leque de opções táticas disponíveis ao comando técnico. Ao preservar apenas a tríade de Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Júnior, o treinador assegura uma base de estabilidade enquanto experimenta novas combinações. Essa abordagem evidencia a compreensão profunda que Ancelotti possui acerca da necessidade de renovação constante em cenários competitivos de alto nível. O posicionamento de Bruno Guimarães ao lado de Lucas Paquetá, por exemplo, sugere uma intenção clara de intensificar o fluxo de passes curtos e criar oportunidades de penetração pela zona central. O movimento, ainda que arriscado, pode desencadear um efeito multiplicador nas jogadas ofensivas, sobretudo contra defesas compactas como a japonesa. Além disso, a inclusão de Hugo Souza no gol demonstra confiança na capacidade de resposta rápida a contra‑ataques globais, aspecto fundamental em partidas de ritmo acelerado. Não podemos ignorar, porém, a ausência de Neymar, que continua afastado por questões de saúde, o que confere ainda mais responsabilidade aos demais atacantes. Martinelli, ao assumir o papel de centroavante, terá a oportunidade de consolidar sua presença ao ar livre, demonstrando eficiência diante de marcadores experientes. A presença de Paulo Henrique na lateral direita acrescenta vigor físico e velocidade nas subidas, potencializando as sobreposições nas alas. Entretanto, vale ressaltar que a coesão de grupo pode ser temporariamente comprometida, uma vez que a química entre os novos integrantes ainda está em fase de desenvolvimento. O técnico, ciente desse desafio, previu um amplo período de treinos intensivos para aperfeiçoar a sintonia nas linhas. Em síntese, a ousadia de Ancelotti pode ser vista como um teste de sanidade tática que, se bem-sucedido, posicionará o Brasil como referência de inovação estratégica. Por outro lado, um desempenho aquém do esperado poderá gerar críticas ferozes por parte da imprensa e dos torcedores. Assim, o amistoso contra o Japão surge como um laboratório crucial, onde cada detalhe será avaliado minuciosamente. Em última análise, só o tempo dirá se essa revolução tática consolidará o Brasil como potência incontestável ou se revelará um experimento fadado ao fracasso.
Thais Santos
novembro 14, 2025 AT 00:07
Concordo com a análise, mas acho q a gente também precisa lembrar que a química entre os jogadores não se cria só com tática, tem q rolar confiança e entrosamento nos treinos, senão a teoria fica só no papel.
Camila Gomes
novembro 18, 2025 AT 06:47
galera, se liga: a mudança de posição do Guimarães vai dar mais espaço pro Paquetá criar jogadas, então vale ficar de olho nos passes rápidos entre eles durante o jogo.
Consuela Pardini
novembro 22, 2025 AT 13:27
Ah, claro, porque a gente nunca viu um meia abrir espaço antes.
Paulo Ricardo
novembro 26, 2025 AT 20:07
É hora de mostrar que o Brasil ainda tem cartas na manga.